Perdoa-me, folha seca, não posso cuidar de ti.Vim para amar neste mundo, e até do amor me perdi.De que serviu tecer flores pelas areias do chão se havia gente dormindo sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la! Choro pelo que não fiz. E pela minha fraqueza é que sou triste e infeliz. Perdoa-me, folha seca! Meus olhos sem força estão velando e rogando aqueles que não se levantarão…

Tu és folha de outono voante pelo jardim. Deixo-te a minha saudade – a melhor parte de mim. E vou por este caminho, certa de que tudo é vão. Que tudo é menos que o vento, menos que as folhas do chão…
(Cecília Meireles)

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