​Domingo próximo é o Domingo de Páscoa. Mas… o que é a Páscoa? Que festa é essa? Quando começou? Que tem a ver comigo?

Páscoa virou festa comercial. Mas Páscoa não é bombom, nem ovos, nem coelhos…

Então, o que é, e o que se comemora na Páscoa?

A Páscoa é, originalmente, uma festa judaica comemorativa da saída da terra do Egito. É uma festa na qual os judeus celebram a sua libertação.

Para os cristãos, porém, a Páscoa passou a ter um novo significado e, nela, relembramos a ressurreição de Jesus Cristo, por meio da qual temos assegurada a nossa própria ressurreição ou “libertação das amarras da morte”.

Há alguma relação entra a Páscoa dos judeus e a Páscoa cristã? – Há.

I) A Páscoa dos judeus era representada por um cordeiro, o qual recebia o nome de Páscoa.

Êxodo 12:5 e 21: “O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras” (…). “Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa”.

Cristo é identificado como o Cordeiro de Deus e como nossa Páscoa.

João 1:29: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
I Coríntios 5:7: Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.
II) Conforme dito antes, o cordeiro deveria ser sem defeito, ou imaculado. Cristo, o Cordeiro de Deus, é descrito do mesmo modo:

I Pedro 1:18-19: Não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.
III) O sangue derramado do cordeiro, aspergido nos umbrais da porta, evitaria a morte dos judeus.

Êxodo 12:7, 13, 22-23: E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem (…). E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito (…). Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir.

Agora leia Romanos 6:23 e I Pedro 1:18-19:
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (…). Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”.

O sangue de Cristo derramado, a exemplo do sangue do cordeiro pascal, nos livra da morte eterna.

Porém há um detalhe: O sangue do cordeiro deveria ser salpicado nos umbrais da porta, conforme já lemos. Isto revelaria fé. Não bastava o fato de o sangue do cordeiro ter sido derramado. Era preciso exercer fé e aspergi-lo nos portais.

O mesmo acontece em relação ao sangue de Jesus Cristo. Os benefícios do seu sacrifício (reconciliação com Deus, pacificação interior, “desamedrontamento” da morte, vida eterna etc.) estão à disposição de todos, mas somente são experimentados por aquele que crê.

Deus disse: “À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve semelhante e nunca haverá; mas entre todos os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas. (Êxodo 11:4-7; 12:7,13,23). Os israelitas que cressem assinalariam suas portas com sangue e seriam poupados da morte.

Deus disse: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (…). Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 3:23; 6:23). Todo aquele que crê, livra-se das consequências do pecado, aqui resumidas numa palavra: morte.

Não havia para os judeus, naquele contexto, e não há para nós, outro meio de salvação.

Os judeus continuam comemorando a Páscoa, rememorando o livramento da escravidão e da morte.

Quanto àqueles que creem em Jesus, estes no próximo domingo, ao comemorar a Páscoa, estarão celebrando a ressurreição de Jesus Cristo. A ressurreição daquele através do qual todo aquele que crê tem assegurada a sua própria ressurreição e a vida eterna.

(Paulo Natalino Dian)

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